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Projetos Integradores: estudos instigantes e criativos para a comunidade escolar.

Projetos Integradores: estudos instigantes e criativos para a comunidade escolar.

As atividades propõem a busca pela reflexão e resolução de problemas e apresentam possibilidades para o desenvolvimento das competências e habilidades gerais da Base Nacional Comum Curricular 

Se a utilização dessa metodologia de aprendizagem tem, ao menos, meio século de história, por que a implantação dos projetos integradores nas escolas ainda é um tema de discussão para professores e gestores?  

O que há de diferente na proposta e na aplicação desses recursos e quais os caminhos propostos para a escola? Estes foram os questionamentos feitos a autores e profissionais desse segmento.  

O QUE SÃO OS PROJETOS INTEGRADORES?  

Em linhas gerais, são propostas pedagógicas que utilizam a metodologia de projetos para integrar, em uma proposta desafiadora e inspiradora, diversos componentes curriculares no processo de ensino e aprendizagem. Eles favorecem a maior participação dos estudantes e apresentam possibilidades para o desenvolvimento das competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).  

As atividades abordam temas transversais, com assuntos que percorrem diversas áreas do conhecimento e que, paralelamente, colaboram para a educação socioemocional, com foco na formação do estudante e sua preparação para vida em sociedade e para o mercado de trabalho. 

No desenvolvimento desses projetos, a aprendizagem é um processo que tem os estudantes como protagonistas e o professor como orientador. No entanto, no decorrer das atividades, toda a comunidade é envolvida pela relevância dessa proposta. 

O objetivo é o de produzir insights que podem ser importantes na aplicação prática dessas ferramentas em busca de bons resultados entre profissionais da educação, estudantes, pais e responsáveis. 

UM NOVO OLHAR 

Como explica a autora da coleção Ativa Projetos Integradores, Aparecida Mazão, as ações típicas de projetos integradores sempre estiveram presentes nas escolas – como exemplo, estão as feiras de ciência, as mostras culturais e as atividades de investigação que envolvam estudantes, professores, coordenadores, gestores e comunidades diante de um tema comum. 

“Não estamos apresentando uma metodologia desconhecida; o diferencial é entender essa proposta como uma estratégia intencional, planejada e organizada no cotidiano escolar”, ressalta.  

Os professores auxiliam os estudantes na elaboração de hipóteses e caminhos possíveis, no desenvolvimento de argumentação para as problematizações e na busca e compartilhamento de soluções múltiplas, criativas, autorais e coletivas para as situações propostas nos projetos. 

As atividades e experiências motivadoras são, em sua totalidade, pautadas em evidências científicas, que vão possibilitar a solidez necessária para o processo de aprendizagem. 

“A investigação, a tomada de decisões e a atuação das equipes para atingir os objetivos propostos e situações problemas são algumas das estratégias dos projetos integradores para a obtenção de resultados determinados”, comenta a autora. 

As aprendizagens propostas nos projetos integradores estão relacionadas aos métodos de investigação e, para isso, são sugeridas experiências que envolvem a observação, a coleta, a seleção de informações, a elaboração de soluções e a reflexão sobre os resultados obtidos, que são caminhos para explorar os temas com criatividade e autonomia, além de propor o exercício da empatia e do diálogo. 

OS DESAFIOS PARA OS PROFESSORES 

Na opinião da diretora-adjunta de produtos e serviços na FTD Educação, Silvana Rossi Júlio, além da reflexão sobre problemas mais próximos à realidade e da formulação de propostas criativas para sua vida em comunidade, há, ainda, a característica do desenvolvimento processual.  

“Ao mesmo tempo que os alunos refletem sobre um tema, ele se constitui no uso e aplicação sobre suas habilidades cognitivas”, observa.  

Diante dessa dinâmica, a diretora reforça a importância de acompanhamento do seu processo e um mapa de avaliação que dê visibilidade aos pontos de aquisição e, também, às necessidades de aprofundamento e melhoria. 

“Nos livros de projetos integradores, propostos para o Ensino Fundamental e Médio, sugerimos temas e, principalmente, estratégias que buscam desenvolver as competências e habilidades”, complementa Silvana.  

Os projetos integradores trazem para os docentes do Ensino Fundamental e Ensino Médio propostas atrativas que devem estar presentes no cotidiano escolar. Porém como ressalta Mazão, “o maior desafio é pensar e atuar de forma interdisciplinar e integrada, relacionando os temas de cada componente curricular, as competências e as habilidades das áreas de conhecimento”.  

E por mais que a própria nomenclatura já denote esse tipo de relação, na visão da autora, a integração representa um obstáculo a ser superado – “isso é uma grande dificuldade, principalmente porque os educadores, no dia a dia, atuam cada um dentro da sua especialidade”, diz.  

Nesse contexto, para aplicar os projetos integradores, o diálogo e as ações de planejamento devem ser constantes e envolver gestores, coordenadores e professores para a elaboração das práticas fundamentais para a implementação dessas propostas.   

QUE PAZ DESEJAMOS? 

Essa é a pergunta-chave que conduz o trabalho em um projeto integrador que convida os estudantes para identificarem pessoas, manifestações e instituições que atuam na construção da cultura de paz. 

O objetivo é o de buscar valores e atitudes voltadas para o respeito a vida e, ainda, para atuarem como protagonistas, na promoção dos direitos humanos.   

Os estudantes serão estimulados a elaborar argumentos estruturados em informações confiáveis, apoiadas pelas mídias digitais e produzir uma manifestação artística pela paz, utilizando as diferentes situações descritas e vivenciadas durante a investigação. 

Olhos: 

“AO MESMO TEMPO QUE OS ALUNOS REFLETEM SOBRE  UM TEMA, ELE SE CONSTITUI NO USO E APLICAÇÃO SOBRE SUAS HABILIDADES COGNITIVAS”  

– SILVANA ROSSI JÚLIO, DA FTD EDUCAÇÃO 

“NÃO ESTAMOS APRESENTANDO UMA METODOLOGIA DESCONHECIDA; O DIFERENCIAL É ENTENDER ESSA PROPOSTA COMO UMA ESTRATÉGIA INTENCIONAL, PLANEJADA E ORGANIZADA NO COTIDIANO ESCOLAR” 

– APARECIDA MAZÃO, AUTORA 

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